Resenha: Incomparável (Jen wilkin)
Autora- Jen Wilkin Editora- Fiel Páginas- 204
Infinito, incompreensível, autoexistente, autossuficiente, eterno, imutável, onipresente, onisciente, onipotente e soberano, são esses atributos que Jen Wilkin trabalha em seu livro Incomparável, que tem como objetivo mostrar "10 maneiras em que Deus é diferente de nós e por que isso é algo bom.”
Em cada capítulo, a autora busca mostrar um atributo incomunicável de Deus, ou seja, uma característica que só se aplica a quem Ele e que não é compartilhada conosco. Além disso, a autora busca mostrar como, com muita frequência, nossa natureza pecaminosa nos leva a querer roubar o lugar de Deus e isso acontece na vida de todos nós, em coisas grandes, mas também em detalhes do nosso dia que mostram que não entendemos nossa FINITUDE e que não nos MARAVILHAMOS com a infinitude de Deus.
A introdução do livro nos leva a pensar e ansiar pelo verdadeiro temor do Senhor e nos mostra que “quando tememos a Deus da forma correta, nós o reconhecemos pelo que ele verdadeiramente é: um Deus sem limites, e, portanto, completamente diferente de qualquer coisa e pessoa que conhecemos.” (p.12). A partir dessa perspectiva e dessa busca por conhecer ao Senhor como alguém completamente maior do que o que somos, Jen passa a apresentar cada um dos atributos.
O primeiro capítulo nos mostra que Deus é infinito, Ele não tem limites e, para mim, fez muito sentido iniciar por esse atributo, porque ele nos ajuda a ver com a perspectiva correta todos os outros atributos que serão tratados depois. Se Deus é infinito, tudo sobre ele é infinito também, seu conhecimento, sua sabedoria, sua provisão....como a autora nos diz “Ninguém pode colocar qualquer aspecto de quem Deus é em uma escala ou numa fita métrica.” (p.16.). Ao nos mostrar que Deus é imensurável, vemos também que nós não somos. Nós somos mensuráveis, somos finitos, embora muitas vezes queiramos ser como Deus e, ao invés de refletir quem ele é, queremos rivalizar e ser Ele.
E é nessa mesma estrutura que Jen apresenta os demais atributos: ela nos mostra como Deus é o Deus de infinita cognosciblidade, ou seja o nosso conhecimento sobre ele nunca chegará ao fim, sempre teremos mais tesouros de quem Ele é. O capítulo três trata sobre a infinita criatividade de Deus e nós nos maravilhamos com o Deus que pode criar a partir do nada e vemos que nosso coração muitas vezes quer se orgulhar de um reino que criamos (seja ele família, carreira, ministério), mas a verdade é que, nós não criamos nada, Deus é o criador e tudo o que temos recebemos dele, inclusive nossa vida criativa. Nessa caminhada de atributos nós seguimos: O Deus de infinita provisão, o Deus de infinitos dias, o Deus de infinita imutabilidade, O Deus de infinitos lugares, O Deus de infinito conhecimento, o Deus de infinito Poder, O Deus de infinito domínio. Cada capítulo traz tesouros preciosos que não podem ser colocados no curto espaço dessas resenha, alguns foram bem marcantes para mim e por isso ganharam textos específicos, nos quais eu posso explorar um pouco mais as lições aprendidas. De uma perspectiva mais geral, o que posso dizer é que enquanto lemos sobre cada atributo, vamos nos maravilhando e tendo nosso coração aquecido e tomado pela certeza de que nosso Deus é realmente IMCOMPARÁVEL. Somos confrontados pela dolorida verdade de que temos um complexo de Deus, queremos o controle infinito, tempo infinito, poder infinito. Queremos aquilo que não fomos chamados a ter e enquanto somos confrontados, encontramos também o doce chamado ao descanso de deixar o fardo de querer ser o que eu não sou. Eu não tenho capacidade para dominar todas as coisas, por exemplo, e quando eu tento fazer isso é lógico que eu só vou me machucar por carregar um peso infinitamente maior do que o que eu consigo carregar, mas quando eu tenho enraizado em meu coração que o meu Deus é o Deus de infinito domínio e que esse domínio é exercido dentro da sua infinita bondade e infinito amor...Nossa! Que descanso! Quanto alívio! Meu Deus É, e, sendo assim, eu não preciso lutar para tentar ser.
Pensei em algumas palavras para caracterizar a escrita da Jen e acabei ficando com acolhedora. É muito bom ler o que ela escreve! A escrita é fácil, mas esse não é exatamente o ponto, o que me fez querer ler tudo o que ela tiver escrito, foi a sensação de que ela escreve de um jeito que aquece o coração e te faz querer aproveitar bem aquele momento. Eu li o livro em um ritmo mais lento, um capitulo por dia, e era um dos meus momentos favoritos, sentar e me deliciar com o que minha mais nova “amiga autora” falaria sobre os atributos do meu Senhor.
Ah, uma coisa muito legal sobre a estrutura do livro é que capítulo traz, ao final, textos bíblicos e algumas perguntas para meditar, além de uma proposta de momento de oração dentro do tema. É ume excelente material para trabalhar em discipulados e pequenos grupos, por exemplo (inclusive, eu conheci o livro em um discipulado).
Se eu tivesse que destacar algum ponto negativo do livro, seria o fato de que ele é divulgado e conhecido como um livro voltado para o público feminino e, de fato, a autora escreve em todos os momentos no feminino e utiliza exemplos voltados para as mulheres, mas o conteúdo do livro é tão rico e nenhum pouco restrito, que, para mim, essa ênfase no publico feminino não faz muito sentido. É um livro que todos deveriam ler e essa a recomendação que eu deixo, homens e mulheres adicionem esse livro precioso na lista de vocês.
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